Augusto Tavares

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    01/01/2011   Artigos

    A maldição do capital de giro

    Pode ser um erro primário, mas subestimar o capital de giro é uma coisa que principalmente pequenos e médios empreendedores fazem com alguma frequência.

    Inumeras vezes o aporte financeiro é subestimado e minimizado, começar a empreender subcapitalizado é uma constante e não raro o empreendedor resolve ‘’contar com o ovo dentro da galinha’’, ou seja, pensa em agregar parte do faturamento para complementar o capital de giro e se de repente o faturamento não se mostra conforme estava previsto no plano de negócios...

    È um risco crermos piamente na história de sucesso de empresas que abrem suas portas e com pouco suporte financeiro obtém sucesso, tanto é assim que nos raros casos em que isto acontece o empreendedor vira lenda.

    Vamos desmistificar, não existem super empreendedores sem capital de giro que se transformam em cases de mercado.

    Empreender não é arriscar, e não arriscar significa entre outras coisas prevenir-se quanto ao aporte financeiro necessário para garantir a continuidade da operação (negócio), até porque em geral pequenos empreendedores quando se lançam à montagem de um negócio, utilizam todas as suas economias, economias estas que por vezes são as mesmas do famoso ‘’pé de meia’’ para emergências.

    Capital de giro é o recurso que auto financia a atividade principal de uma empresa, se este recurso não for muito bem dimensionado a saúde da empresa poderá estar em sérios riscos.

    Pode-se obter capital de giro através de instituições financeiras, só não se deve esquecer que instituições diferentes tratam o empreendedor e suas necessidades financeiras, principalmente de capital de giro de forma também diferenciada, para ser bem sincero nem sempre os gerentes se dispõe a fornecer as melhores linhas para capital de giro, por vezes lançam mão de subterfúgios para induzirem o empreendedor a linhas mais caras e mais rendosas as instituições.

    Principalmente ao se iniciar um negócio o capital de giro é importantíssimo, pois ele estabilizará os ativos correntes (disponibilidades, valores a receber e estoque), por isso um aporte reduzido ou subestimado em seu valor total restringirá a operacionalidade da empresa.

    Erro comum para o pequeno e médio empresário é não reconhecer que a empresa tem personalidade jurídica própria, e deveria ter seu caixa separado da pessoa física de seu proprietário.

    Portanto, não misture o seu caixa pessoal com o da empresa, estabeleça um pró-labore justo e suportável para a empresa e atenha os seus gastos à ele, proscrevendo em definitivo a maléfica prática de pagar contas da empresa com o cheque pessoal e vice e versa.


    Em nossos trabalhos de consultoria, já encontramos empresas que iam mal, cujo proprietário queria mudar de ramo porque o seu negócio aparentemente estava acabado. Após analise de Consultoria Financeira constata-se que o seu negócio era bom, tinha resultados operacionais positivos crescentes, o erro é que a pessoa física do proprietário gastava demais e os caixas (pessoas física e jurídica) eram na verdade um só.

    Portanto esteja certo de que o capital de giro estimado para as operações de sua empresa é condizente com a realidade que ela vive, em caso de necessidade sugiro que procure um bom consultor financeiro para que seja possível desta forma uma orientação completa e imparcial de quanto e onde buscar recursos para ‘’fortificar’’ seu capital de giro.

    Até a próxima.

    Thuatha Negócios

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